8.5.08

Abaixo o Português formal...

Passei os últimos dois dias no Congresso Nacional, mais especificamente na Câmara, no Auditório Nereu Ramos participando de um Seminário sobre Igualdade Racial.

Quero escrever alguns posts sobre o seminário mas vou começar por um fato inusitado, ou não, que presenciei na abertura do seminário. Os três deputados que apresentaram o seminário me surpreenderam quando discursaram como se estivessem em casa com a família, explico , não tenho nada contra o regionalismo ou contra a maneira pessoal de se conversar informalmente, mas acredito firmemente que devemos saber falar um português correto em situações específicas como por exemplo um discurso em um seminário.

Outra ocorrência foi que eles estavam muito pouco preparados para o evento, não sabiam o nome dos outros componentes da mesa e nem mesmo o homenageado do evento foi poupado, pois Abdias Nascimento, foi chamado de Abadia por várias vezes...

O mais chocante entretanto foram frases ditas por outras pessoas com quem comentei o assunto:

" Se eles falarem direito perdem votos...", " eles têm que se fingir de povo.." ( quer dizer que para o povo gostar e votar a pessoa tem que se fingir ou ser ininteligível?)
" Melhor falar errado e fazer alguma coisa que falar certo e ser bandido" ( Não dá para combinar os dois não?)

Ah um deputado citou orgulhosamente estar em seu quinto mandato... ou seja 20 anos ganhando um bom salário, poderia ter feito um cursinho de oratória ou comprando pelo menos um livrinho com dicas de português....

Volto com mais...

29.4.08

Ainda humano...

E as pessoas que querem linchar os acusados de matar Isabella??? Serão eles mais ou menos humanos ?

Estômago

Eu quero assistir... mas aqui em Brasília não está passando!!!!!!!

Anti-humano

O que é ser anti-humano? O que é um ato anti-humano?

Em qualquer dicionário encontramos no máximo duas definições: animalesco ou cruel.

A palavra está sendo muito utilizada quando se trata de adjetivar as pessoas acusadas do assassinato da menina Isabella, mas fico pensando se isso é realmente anti- humano...

O que é ser humano?

Biologicamente é pertencer a espécie homo sapiens...

Socialmente é ter uma estrutura complexa de relações que envolvem crenças, mitos , rituais, valores... Ah e isto inclui os atos de infibulação na África, de matar as filhas danadinhas em alguns países árabes, isso faz parte do ser humano deles...

Outra coisa é a consciência que o bicho tem que ter para ser considerado humano... Mas o que é esta consciência?

"A consciência é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, auto-consciência, sentiência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente." ( Wikipédia)

Bom acho que definimos um pouco o que é humano....


Agora voltemos ao caso Isabella... Os acusados são humanos? Biologicamente, sim. Socialmente... Eles atendiam as normas sociais, mas se realmente mataram a menina, como isso não é comum em nossa sociedade, infringiram uma delas... E isso faz com que eles deixem de ser humanos? Eles tinham consciência? Tem consciência? Acredito que sim, pois se eles cometeram o crime e estão negando tem consciência da pena que sofrerão...

E o ato deles? Foi Anti- humano o termo usado para qualificar o ato pela apresentadora Ana Maria Braga , que está tentando de todo modo ser 'isenta" , mas fala o tempo todo que tá tudo provado, que eles podem com certeza fugir, que eles ficariam melhor presos...

Ato anti-humano... Ato que não seria praticado por um humano? Não sei bem se foi isso que a apresentadora quis dizer, mas foi o que passou pela minha cabeça e se realmente o ato é anti-humano, que classificação teriam estas pessoas? E a mãe que acorrentava a filha para ela não roubar? E o padrasto que esganou o enteado, e os pais que mataram uma menina empalando-a com um cabo de vassoura? E os milhares de casos de crianças, mulheres, homossexuais que são espancados e mortos todos os dias? E voltando na história, não eram humanos os senhores de escravos? Os carrascos dos campos de concentração? Os bandeirantes que mataram os índios???

A violência e atos que são classificados pela imprensa como anti humanos são mais humanos que nunca, a humanidade pratica estes atos desde que se constituiu como sociedade... Acredito que deveríamos parar de nos chocar com estes atos horríveis como se eles fossem extraordinários e acordar para o fato de que eles são corriqueiros e só assim poderíamos perceber que a prevenção destes fatos passa por uma educação de todos os humanos...

A "humanidade" precisa de educação para passar por essa crise moral, mas uma educação verdadeira que ultrapasse o conteudismo, que vá além, que envolva a família e a comunidade próxima, que envolva os meios de comunicação, que seja a principal função de todos e que todos sejam beneficiados.

Utopia? Talvez, mas sendo a única solução acredito que a humanidade vai ter que fazê-lo ou se preparar para a extinção.

28.4.08

Finalmentes ou começando de novo...


Eu apresentei minha monografia....




Eu convidei a galera...



Eu peguei o canudo...

E agora?????

O que fazer????


Começar de novo....

Passei no concurso do INEP
Comecei a pós graduação em educação á distância...

Vamos em frente....

21.4.08

Para o Marco e a Ana...

Eu queria muito ter comprado o Mini System ou o Climatizador... Mas vocês se lembrarão de mim todo dia de manhã quando tomarem café... Ah e valeu ter citado o Blog Marco, quem sabe eu animo a atualiza-lo mais vezes...

28.10.07

Objetos aparentemente improváveis Evocam reações estranhas em pets; veterinários explicam o que fazer para que eles não se sintam tão intimidados






Beatriz Toledo/Folha Imagem

O papagaio Lorito, 7, que tem medo de tábua de passar roupa

medo de quê?

por Cíntia Marcucci

É só a diarista mexer na tábua de passar roupa que Lorito, um papagaio de sete anos, começa a se inclinar no poleiro.



''No começo, a gente achava que era medo da moça. Mas, depois, descobrimos que o negócio era com a tábua mesmo'', conta o estudante Rodrigo Quintanilha, 15, dono da ave.

Ter um medo estranho ou até mesmo engraçado não é privilégio de Lorito, muito menos dos papagaios. Basta conversar com alguém que tenha um pet em casa para descobrir histórias curiosas. O próprio louro tem mais uma escondida no bico: odeia luvas, principalmente as amarelas, que a mãe de Rodrigo usa para limpar a casa.

"Ela não pode nem se aproximar dele com as luvas. Uma vez, Lorito chegou a saltar do poleiro.''

Esses ataques de pânico animal podem ter causas mais simples do que se imagina. Em algum momento, o bicho teve uma experiência desconfortável com aquele objeto e agora usa o medo como defesa.

''Essa reação é totalmente diferente de uma fobia, que é um medo real, mas desproporcional ao que os indivíduos em geral sentem naquela situação. Nesses casos singulares, é um medo saudável, que tem a função de autoproteção ou autopreservação'', explica a veterinária e psicóloga de animais Hannelore Fuchs, fundadora e presidente da Associação Brasileira de Zooterapia (Abrazoo), coordenadora do projeto Pet Smile, que faz visitas de animais a creches, asilos e hospitais. ''Mas, se você perguntar aos donos, eles geralmente vão dizer que o medo apareceu do nada e não dirão o que aconteceu de verdade. Ou por não saberem, não se lembrarem, ou porque, na cabeça deles, aquilo foi uma bobagem. Mas não para o bicho.''

Lorito, por exemplo, dorme em uma gaiola na lavanderia, junto com a tábua de passar. O dono explica que é improvável que a tábua tenha escorregado durante a noite, já que ela fica bem presa em um cantinho. É grande a probabilidade, porém, de que esse medo esteja relacionado com algo semelhante.

Com o gato siamês Aton, 4, não houve muito mistério até se descobrir o motivo por que ele detesta qualquer fio preto que vê pela frente. ''Ele morre de medo do secador de cabelo. Mesmo que esteja desligado, sai correndo e se esconde na hora'', conta o dono, o estudante de gastronomia Daniel Figueiredo, 21.

Por associação ao barulho, que deve incomodar os ouvidos do bichano, ele passou a fugir de qualquer fio preto que veja pela casa.

É a memória animal que entra em ação. ''Os bichos guardam a situação de estresse pela qual passaram uma vez e evitam a repetição manifestando o medo'', esclarece Mauro Lantzman, veterinário especialista em comportamento animal e professor de psicobiologia da Faculdade de Psicologia da PUC-SP.

Estímulos e petiscos
Assim como acontece com humanos, também é possível fazer com que os bichos deixem de estranhar e de sentir medo de alguma coisa. Os processos são bem parecidos. Envolvem a adaptação (ou readaptação) ao objeto ou à situação na qual demonstram medo e uma série de pequenos desafios que vão aumentando gradualmente.

''O dono é fundamental nesse trabalho, que chamamos de dessensibilização. O que se faz é apresentar o estímulo que causa o medo em uma intensidade muito baixa e, a cada progresso, fazer um agrado ou oferecer um petisco'', ensina Hannelore.

Foi exatamente o que a nutricionista Camila Garcia, 33, fez com o cão sem raça definida Bonifácio, 7. ''Ele parou de subir as escadas, ficava em pânico e com uma cara muito triste enquanto meus outros dois cachorros subiam normalmente. Aí, comecei a carregá-lo até o último degrau e a soltá-lo. Depois ia até o penúltimo e, cada vez, deixava que ele subisse mais degraus, sempre fazendo um agrado quando ele chegava lá em cima'', lembra Camila.

Se a participação do dono é necessária, vale pedir ajuda a um profissional, veterinário ou adestrador, que esteja habilitado a lidar com o lado psicológico do animal. ''Há casos em que se mostra necessário o uso de medicamentos e há o risco de um leigo fazer algo sozinho e dar algum estímulo errado, piorando a situação, que pode se transformar em pânico de verdade. O que é bem mais grave'', alerta Lantzman.

Em geral, os animais não sentem medo ou têm reações estranhas a nada daquilo a que foram acostumados quando filhotes, durante o chamado período de socialização. ''Eles aprendem a conviver com as coisas e barulhos da casa considerando-os familiares com o tempo, como ocorre com os bebês humanos'', compara Hannelore.

Como explicar então que, mesmo aos dois anos de idade, a buldogue Matilda não pare de latir para o toldo que fica na porta da cozinha do engenheiro Carlos Augusto, 55, e de sua mulher, a dona-de-casa Maria Angélica Freitas, 52?

''Ninguém pode pôr a mão ali que ela já começa a latir. Em dias de chuva, Matilda também não gosta de ouvir o barulho da água no toldo'', conta Carlos. Além do pavor de toldo, a cadela também corre de saquinhos de supermercado e, durante o inverno, não entra em ambientes onde há aquecedor, ligado ou desligado.

O latido incessante não significa que ela esteja com medo. Pode ser que queira mesmo é brincar com o toldo ou tocá-lo, como os donos fazem. Segundo a veterinária, é preciso tentar interpretar o latido dos bichos para saber o que eles estão sentindo.

Muitas vezes, é só curiosidade ou até um pouquinho de raiva se o objeto do chilique estiver fora do seu alcance.